segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009
quarta-feira, 25 de Novembro de 2009
Desenrascados
«Bakku-shan» é a palavra usada pelos japoneses quando se querem referir a uma rapariga bonita, vista de costas. «Nunchi» é outra das palavras escolhidas. É coreana e é usada para falar de alguém que fala sempre do assunto errado, um género de desbocado ou inconveniente. «Tingo» é uma expressão usada na Ilha da Páscoa, Chile, e significa pedir emprestado a um amigo até o deixar sem nada.
Depois de percorrer duas páginas com explicações das nove «palavras estrangeiras mais fixes que a língua inglesa devia ter», chega-se à número 1: a palavra portuguesa «desenrascanço».
A falta da cedilha não importa para se perceber o que dizem os norte-americanos: «Desenrascanco: a arte de encontrar a solução para um problema no último minuto, sem planeamento e sem meios», explica o site, dando como exemplo a célebre personagem de uma série de televisão: MacGyver.
«O que é interessante sobre o desenrascanço - a palavra portuguesa para estas soluções de último minuto - é o que ela revela sobre essa cultura. Enquanto a maioria de nós [norte-americanos] crescemos sob o lema dos escuteiros «sempre preparados», os portugueses fazem exactamente o contrário», prosseguem os autores.
«Conseguir uma improvisação de última hora que, não se sabe bem como, funciona, é o que eles [portugueses] consideram como uma das aptidões mais valiosas: até a ensinam na universidade e nas forças armadas. Eles acreditam que esta capacidade tem sido a chave da sua sobrevivência durante séculos. E não se ria: a uma dada altura eles conseguiram construir um império que se estendeu do Brasil às Filipinas à custa do desenrascanço», sublinham os autores, terminando o texto: «Que se lixe a preparação. Eles têm desenrascanço», termina o artigo.
sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
Lusíadas adaptados
As equivalências e os termos assinados,
Que na ocidental raia Lusitana,Por cursos nunca antes frequentados,
Passaram ainda além dos seis dias da semana,
Em betão armado e pré-esforçado,
Mais do que prometia a desfaçatez humana,
E entre gente bem mais douta edificaram
Novo currículo, que tanto sublimaram;
E também as notícias gloriosas
Daqueles feitos, que foram omitindo
A Lisura, a Hombridade, as Virtudes valerosas
Das corporações que foram destroçando;
E aquele, que por obras viciosas
Se vai da lei da respeitabilidade libertando;
Sobranceiro, entre pares, no plenário,
Cantarei, se a tanto me ajudar o engenho sanitário.
in Blog Operatório
quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
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